18:30 – Recepção dos participantes na sede da AEPGA, na aldeia de Atenor e encaminhamento dos participantes para o alojamento
19:30 Jantar (da responsabilidade do participante)
21:00 –Projecção de um filme: “A obra de um gigante” (pedra seca em Mallorca)
Sábado, 19 de Maio
Local: Aldeia de Atenor
Modulo I – Técnicas de construção em PEDRA SECA
09:30 – Encontro dos participantes em Atenor
10:00 – Breve apresentação teórica:
- “Introdução à arquitetura tradicional e Utilizaçao de pedra seca” (Vanesa Solano, técnico da Palombar)
- “Modelos e técnicas de construção em pedra” (Nuno Martins, técnico da Palombar)
- “Restauração da construção de muros de pedra seca. Patologias” (Vanesa Solano, técnico da Palombar)
11:00 – Pequeno percurso para identificação da matéria-prima (Artur Martins, artesão pedreiro. Nuno Martins e Manu Gomes, técnicos da Palombar)
11:30 – Identificação ferramentas de trabalho. Recomendações breves para segurança. Iniciação à construção de muros em pedra de xisto.
12:30 – Almoço (da responsabilidade do organização)
14:00 – Continuação dos trabalhos de construção dos muros
18:00 – Fim dos trabalhos.
Domingo, 20 de Maio
Local: Aldeia de Atenor
Modulo II – Técnicas de reboco com CAL
09:30 – Encontro dos participantes na aldeia de Atenor
10:00 – Breve apresentação teórica:
- “Ciclo de cal e Qualidades da construção com cal” (Vanesa Solano, técnico da Palombar)
- “Rebocos e pinturas de cal” (Nuno Martins e Manu Gomes, técnicos da Palombar)
11:00 – Pequeno percurso para a identificação da matéria-prima.
11:30 – Identificação ferramentas de trabalho. Recomendações breves para segurança. Iniciação à produção de argamassas com cal e sua aplicação. Apagado do cal viva.
12:30 – Almoço (da responsabilidade do organização)
14:00 – Continuação dos trabalhos de aplicação das argamassas
16:00 – Início do processo de pintura com cal
17:00 – Fim dos trabalhos
Organização:
Associação Centro da Terra e Universidade Nova de Lisboa
Datas:
"A utilização da terra na construção e arquitectura, continua a ter em Portugal e no mundo, um interesse crescente. A par da sua utilização a pequena escala, muitas vezes em projectos de cariz social ou de desenvolvimento, assiste-se também à sua utilização em projetos de maiores dimensões, como sejam equipamentos públicos, edifícios de serviços ou de turismo.
Portugal assume-se, neste contexto, fruto de iniciativas particulares e do interesse de projetistas e técnicos, como um dos países onde a construção em terra encontrou vias de possibilidade. O curso que se apresenta procurará apresentar algumas dessas vias e dar ainda a oportunidade de contactar directamente com o material e as técnicas de construção."
Informações/Inscrições:
http://www.oficinadaprimavera.blogspot.p
inscrições e detalhes em:
http://www.varzeavivapermaculture.com/wo
Participa no segundo volume da revista Apuntes dedicado à Arquitectura e terra- TERRATECTURA enviando artigo até dia 1 de junho de 2012 a D.CECILIA LOPEZ - Facultad de Arquitectura y Diseño/ Pontificia Universidad Javeriana
Os artigos já publicados, em espanhol e inglês no volume 20 - Num. 2 Arquitectura en tierra - estão disponiveis em linha, da autoria de diversos autores, data do segundo semestre de 2007. Exemplo de artigo :La construcción tradicional en el espacio mediterráneo portugués - Traditional construction in mediterranean Portugal" pelo Arqto. Victor Mestre.
http://revistas.javeriana.edu.co/sitio/a
É necessário renovar as caiações para que estas possam assegurar a função protectora dos rebocos e consequentemente das alvenarias. Embelezando de branco puro ou de notas de cor conseguidas com pigmentos.
As pinturas para o exterior que utilizam os pintores contribuem para a degradação das paisagens urbanas sobretudo nos cascos antigos dos aglomerados. Após uns anos a tinta começa a desagregar-se, a razão é compreensível: ao intervir nas alvenarias anteriores à hegemonia do cimento, ou seja as paredes feitas até aos anos 50-60, deve considerar as trocas de vapor de agua, como a a nossa pele, estas devem respirar. Ora a tinta plástica ou os rebocos de cimento formam uma película impermeável incompatível, danificando quer o aspecto quer a sua integridade.
No mercado existem dois tipos de tinta que poderá aplicar e mais difícil que tudo, deverá convencer o seu pintor a usá-las! Comece por saber o quer e procure alguém que seja sensível à reabilitação.
Uma das tintas compatível com velhas paredes/rebocos é a tinta de silicato, onerosa mas durável e a outra a tinta feita de cal aérea em pedra, cuja receite encontra no post abaixo.
Relembrando algumas vantagens da CAL:
Adaptada a todas as superfícies feitas de terra crua ou tijolo, rebocos de terra e de cal aérea (diferente da cal hidráulica), rebocos antigos e anteriores caiações. Aplica-se todos os anos mas pode durar 20 anos se bem feito. Se quiser ter a certeza de que é de cal que a sua parede é revestida, então prove: isto é coloque a ponta da língua e teste. Se o gosto da parede for a sal ou a açúcar é porque se trata de cal!
Deverá prever:
-um primário no caso de a parede ter sido pintada com outro tipo de tinta ou a remoção da tinta anterior
- tempo para deixar repousar a pasta de cal (na tradição um ano, idealmente pelo menos 3 meses)
- pedras de Cal Viva , 1 kg. permite caiar aproximadamente 10 m2 em duas demãos
- água limpa sem salinidades e se possível sem cloro, 5 l. de agua por cada kg.
- um ou vários baldes metálicos ou de madeira (a cal viva ferve a 300ºC derretendo o plástico!)
- a preparação do suporte/ parede*
- ajustes na receita - os valores são indicativos, pois entram em linha de conta a absorção e a porosidade da parede e a qualidade da cal viva (origem, cozedura).
-pincel de caiar e pigmentos como o óxido de ferro, o ocre e o azul ultramarino à venda nas drogarias. Pode ainda arranjar terras que coloram, as mais conhecidas de Siena ou a terra queimada.
*com uma espátula larga raspe toda a superfície para eliminar o que da anterior caiação não está consolidado e passe a vassoura para despoeirar
Outros cuidados:
- Se a parede tiver "verdete" ou fungos lavar com lixivia.
- Deverá molhar a parede antes de caiar (balde de água e vassoura ou mangueira) e não caiar ao sol , para além de que acima dos 20ºC não se garantem os resultados.
- Proteja os olhos com óculos, as mãos e os cabelos pois a caiação salpica muito, sobretudo no inicio! È essencial prevenir o risco de queimaduras, pois a cal mesmo extinta é corrosiva! Tenha água à disposição rapidamente para lavar algum incidente.
Como proceder:
3 meses antes:
- Junte 3 kg de pedras de cal viva num balde de 20 l. deite 15 litros de água e afaste-se dos gases, ao fim de 20 minutos mexa com um pau.
Deixe estar 3 meses, tenha o cuidado de colocar o balde à sombra num lugar fresco e acima dos 8ºC e de verificar que está coberto por uma película de água.
uns dias antes:
-Separe a pasta em dois e junte água até obter a consistência da tinta que pretende, será tanto mais rica em hidroxido de calcio quanto mais tempo terá. Saiba que quanto mais grossa mais difícil de aplicar. Peneire com uma rede fina metálica ou plástica. Está tudo pronto para começar!
-Tenha em conta que a tinta demora a secar e o resultado é visível após algumas horas. Aguarde 24h. entre demãos, não serve de nada de caiar duas vezes de seguida.
- Caiar como na tradição implica fazer os movimentos na vertical, em tudo o caso espalhar com vigor e "esticar" bem a tinta após encher generosamente o pincel.
- Se quiser aplicar óxidos para a colorir a tinta é possivel, contudo, teste antes pois a cor definitiva só é visível após a secagem total, as surpresas acontecem, prepare-se! Para além de que deverá fazer de uma só vez toda a tinta pigmentada, sendo impossível refazer a mesma cor duas vezes!
É mais difícil caiar com cor, dada a transparência da tinta, passe uma única vez o pincel. Colocar na tinta no máximo 20 % de carga de pigmento, dissolva antes o pigmento num pequeno boião com um pouco da agua de cal, conhecido por leite de cal antes de juntar a cor no balde principal.
Ao secar a cal aérea que extinguiu, carbonata, mutando a sua estrutura molecular para se tornar CaCo3, mais conhecido por calcário.
Pode fazer as demãos que entender, duas é suficiente no caso de uma parede em bo estado.
Esta é a magia da cal!
Para os rebocos é o tempo mínimo, sendo que tanto mais tempo melhor, comprovado por laboratórios e profissionais.
Escolher cal de excelente qualidade, que se enquadre na Norma Europeia 459 - cais de construção é um principio; documentar-se bastante e participar num estágio da DomusMateR para descobrir os segredos desta matéria única e antiguissíma!!
O Sítio está a organizar um workshop de Revestimentos de Cal Aérea com o Eng. Fernando Cartaxo e a Fradical.
Local: Quinta de Darei, Mangualde
Este workshop tem como objectivo a transmissão dos conhecimentos acerca da cal aérea e todas as suas possibilidades. Especial importância será dada às suas espantosas possibilidades enquanto solução de revestimento. Esta exploração inclui soluções de um revestimento totalmente hidrófugo. Haverá um constante equilíbrio entre as componentes teórica e prática. Em conjunto, estes dois tipos de aprendizagem permitirão que os alunos acabem o workshop com a capacidade de entender e aplicar este material.
O workshop terá três grandes momentos:
1- Transmissão teórica de conhecimentos relativos à Cal e à Pozolana.
2- Experimentação de várias soluções de revestimento (amostras)
3- Aplicação dos conhecimentos no trabalho de revestimento de um edifício de adobe construído num workshop anterior.
Este workshop será orientado para todos aqueles (com ou sem formação na área da construção) que tenham curiosidade em compreender melhor este material e será ministrado em português com tradução simultânea para inglês.
Para inscrições e mais informações: www.sitiocoop.com
O Sítio é uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais.
Tem como grande objectivo contribuir para a criação, organização e transmissão de soluções que contribuam para que os indivíduos e comunidades possam gerir, de forma resiliente, livre e abundante a realidade que habitam.
Seminário “Abordagem à intervenção no Património.
Como abordar técnicas tradicionais e novas tecnologias”
Matosinhos, Exponor, Concreta 2011, 19 de Outubro, Sala A4, 9.30 h – 18.15 h
1. OBJECTIVO
A alteração da realidade da construção em Portugal originou finalmente um forte incremento das intervenções de reabilitação do edificado. Contudo, tal opção, pode comportar riscos, se as opções de intervenção forem mal pensadas. É objectivo do presente seminário uma reflexão sobre a opção de reabilitação a fazer, bem como as técnicas construtivas a usar, sejam tradicionais ou novas técnicas.
2. DESTINATÁRIOS
Todos os interessados e intervenientes no Património, nomeadamente arquitectos, engenheiros, conservadores-restauradores, empresas de restauro do Património e estudantes.
GECoRPA - Grémio do Património
T: 213 542 336 . F: 213 157 996
Em visita à velha cidade de Lyon, patrimonio UNESCO, encontro este patio renascentista muito bem restaurado e aberto ao publico para mostrar que as cores dos pigmentos naturais na caiação tem um charme proprio. Os pigmentos naturais como as terras colorantes devem ser utilizados em proporção não superior a 20% sendo capazes de conferir uma vasta gama de vermelhos, laranjas, ocres e verdes que uma vez misturados à cal e permitem os tons subtis que se vem na Europa antiga. Embora se consigam tons fortes com pigmentos, geralmente estes quando adicionados à cal "esbatem-se" numa paleta suave, pouco comum. A moda do "berrante" hà de ter um final...
Em Portugal a recolha de terras colorantes perdeu-se, utilizando-se ainda os pigmentos minerais, como o oxido de ferro, os quimicos como o azul ultramarino e o ocre e que se podem adquirir nas drogarias, de preferência no comércio tradicional.
Aconselham-se ensaios prévios antes de se lançar na caiação com cores: caiar com pigmentos pode trazer algumas surpresas, pois é no pos-secagem que o resultado é definitivo! Por outro lado é quase impossivel repetir uma cor, sendo importante fazer a quantidade desejada de uma so vez e aplicar um mesmo dia. Atenção que todos os cuidados a ter na caiação a branco, são ainda mais importantes de respeitar na caiação a cores. Se tiver duvidas, não hesite em escreve-las para domus.mater@sapo.pt procurarei responder-lhe com brevidade.
A reabilitação é uma questão tão antiga quanto os edificios eles mesmos, em todos os tempos se procederam a reparações garantindo a sua perenidade. No entanto os tempos modernos e a introdução de materiais incompativeis e pouco apropriados como o cimento e as tintas plasticas autorizou danos dificlmente reparàveis. Aqui, exemplo de correção de um reboco de cimento abusivamente aplicado na fachada deste edificio do séc. XVIII, com o intuito de fazer perspirar as paredes, aplicando posteriormente a esta remoção, um reboco com cal naquela faixa. Antes da obra, no interior dos compartimentos surgiam manchas até 1 m de altura! Os proprietàrios Bernand e Anick gostariam de reaver a sua fachada integralmente rebocada a cal mas por enquanto começam pelo imprescindivel! Infelizmente exemplos destes repetem-se ainda nos dias de hoje, perdurando a ignorância e a falta de sensibilidade para com as velhas paredes e os pequenos detalhes tão importantes que comprometem o conforto e a continuidade do edificado com valor patrimonial. Visita à Aldeia do Mas d'Azil, Ariège em França.
Este gràfico, retirado de um estudo cientifico, compara os diferentes materiais, a cal, a cal hidraulica e o cimento, face aos seus comportamentos de impermeabilidade, velocidade de secagem e resistência à compressão. Note-se que numa alvenaria antiga - sem ruptura de capilaridade- deve ter-se em conta que o seu desempenho é tanto melhor se os materiais utilizados, não colocarem obstaculos às trocas higronométricas. Logo a cal aérea é uma solução optimal!
Como seria de esperar do centro do Império romano que deixou vastas provas de saber fazer sobre as tecnologias da cal, este recurso cibernético contém um montão de informações vàlidas sobre a cal, em italiano e em inglês. Para quem não pode esperar pelas nossas explicações!
http://www.forumcalce.it/cose_calce_aere
A Adrip Cacela Velha, deu a conhecer mais um projeto sobre a cal. Um museu que dà a conhecer a cultura da cal e promove visitas aos fornos ainda funcionais. Localizado a 60 Km de Sevilha faz parte da rede de Museus naturais, projeto Leader+ de cooperação transnacional.
Visitar http://www.museosnaturales.org/es/centro-m
Encontram-se a decorrer as inscrições para as duas oficinas de «Construção em terra», destinadas ao público geral interessado, que a OficinaIntegrada® irá realizar no próximo mês de Setembro, nos fins de semana de 3-4 e de 10-11, em Salir, concelho de Loulé, em parceria com a Associação Almargem e com o apoio da empresa Embarro®.
Estas oficinas pretendem sensibilizar o público interessado para a importância da construção em terra, dando a conhecer as principais técnicas de construção em terra presentes na região do Algarve, e possibilitando aos participantes a experimentação da técnica de construção em taipa.
Inscrições : website da OficinaIntegrada® ou Associação Almargem . 289 412 959 . jmadeira @ almargem.org
Qualquer questão técnica ou pedagógicas relacionada com os conteúdos da oficinas poderá ser colocada directamente ao arquitecto José Lima Ferreira através do email: jose.lima.ferreira @ oficinaintegrada.pt
Percurso tematico com base na arquitetura popular algarvia
Com os Arquitetos Filipe Jorge e Victor Mestre
Dia 17 de Setembro de 2011
Ponto de encontro/ 9h30 no centro de Cacela Velha
"Passos Contados... porque os caminhos, os lugares, as pessoas contam estórias. A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António propõe este ano novas experiências de interpretação e descodificação das paisagens culturais e naturais do sotavento algarvio. Nesta quinta edição iremos descobrir as plantas e os seus antigos usos na medicina e alimentação; desenhar as ruas, casas, pessoas, monumentos e paisagens de Cacela Velha; ouvir contos sobre bichos do nosso imaginário colectivo; saber mais sobre a arte da empreita em palma e experimentar novos teceres com trapos; observar o céu durante a noite e conhecer antigas mitologias e tradições populares ligadas aos astros; entender melhor dois dos elementos mais característicos da arquitectura no Algarve: a chaminé e a platibanda; e terminaremos na ria Formosa observando aves."
Inscrições
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Antiga Escola Primária de Santa Rita
Tel./ Fax: 281 952600 ciipcacela@gmail.com www.ciip-cacela.blogspot.com
As participações são limitadas. Inscreva-se com antecedência, deixando o seu nome e contacto.
Organização
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela
Fomos surpreender o caiador que estava em pleno estaleiro na abside da Igreja Matriz, em Olhão.
Explicou-nos que o Sr. Padre faz questão de manter esta tradição viva nos belos muros da sua paroquia, pela higiene e limpeza que esta técnica permite. A caiação é renovada anualmente.
Atrium da Direção Geral de Veterinaria no Largo da Academia Nacional de Belas Artes em Lisboa
Interior ricamente encenado, onde a mestria dos fingidos feitos com cal em pasta e pigmentos comprova a arte.
Entende-se por pintura de fingidos um tipo de decoração pictórica aplicada a revestimentos arquitectónicos, interiores e exteriores, recriando materiais nobres, como marmores, essências de madeiras, tecidos ou azulejos.
Cantaria manuelina, edificio do centro historico de Faro.
Para quando a aplicabilidade de planos de revitalização, capazes de salvaguardar tesouros como este?
Importa que este exemplar possa permanecer apreciavel em outras épocas, o predio devoluto encontra-se à venda e como tal a janela em total descuido. E passivel de classificação pelo Igespar? Serà mantida ou colocada sob uma caixa de vidro?
Que os seus futuros habitantes possam ser sensiveis à importância deste detalhe no panorama da cidade!
“O uso tradicional da cal no revestimento de paredes no Sul de Portugal parece, no entanto, ter sido proveniente do período de ocupação muçulmana que, nesta região, durou cerca de cinco séculos. A cal tem aqui uma grande utilização nas paredes de cor branca ou de outras cores pela junção de pigmentos e na constituição de algumas argamassas. O hábito de caiar anualmente as paredes das casas e os muros das habitações, que ainda hoje se mantém em algumas aldeias e em parte nas cidades, tem essa origem remota.”
Dra Maria Goreti Lopes Batista Margalha
A cal aérea é uma matéria ecologica pois pode ser utilizada sem aditivos, não é perigosa para os rios nem para os solos e ainda porque em cada kilo de cal aérea utilizada, 400 gr. de CO2 são absorvidos.
Para além disso é uma cultura a preservar, sendo a cal viva um produto nacional e que permite aplicar conhecimentos que se encontram em extinção.
foto de alexandre da maia
A CAL RECOMENDA-SE!
Em Novembro 2011, a domusmateR associa-se à ARQCOOP, para apresentar e praticar as aplicações da pasta de cal em rebocos. A ação de formação vai decorrer em Aljezur, numa ruína em estaleiro.
Vamos poder aprender os princípios da aplicação da cal aérea na renovação de edíficios antigos.
Inscrições em http://www.arqcoop.com/formacao.html.
Informações por email: domus.mater@sapo.pt
Programa disponível a partir do Outono.
Boas férias e votos de estaleiros seguros!!
No interior das muralhas do castelo de Beja.
No seguimento do acidente deste fim de semana, na aldeia de Panoias, o corpo do Rubén, foi esta terça a enterrar. Estou indignada, pois esta ocorrência podia ter sido evitada. Este jovem de menos de 30 anos, estava a demolir uma parede de taipa, que lhe caíu em cima por falta de segurança. Há que ter a noção de que um "taipal", módulo da técnica, pesa cerca de 1600kg.
Apelo ao extremo cuidado no tratamento destas alvenarias e se possível evitar manipular estas sem as devidas precauções. Posso recomendar que não se proceda à demolição da taipa, sem motivo forte.
A Aldeia das Amoreiras no sábado 23 de Julho, acolheu a ação comunitária do 4º Encontro ASF/EFIL Volunteer, caiando os seus muros públicos e escola primária, na maior caiação coletiva de que há memória! Durante uma tarde, 161 voluntários vindos de 29 países diferentes, que juntamente com a população caiaram com entusiamo, contagiando a aldeia com a alegria juvenil que os caracteriza. A população gostou da experiência, faltando até a cal no final do dia, foram utilizados mais de 100 kg de cal aérea, previamente preparada. Os voluntários que nunca haviam caiado, ficaram espantados com a técnica que se revela após a secagem. Assim aconteceu que, um tesouro cultural se perpetuou!
Este evento provou que se pode conciliar uma ação de embelezamento com valores humanos primordiais, como o respeito, a tolerância ou o trabalho, servindo para compreender a o nosso papel na preservação das tradições. Ao longo da tarde, as paredes foram se tornando mais reluzentes, melhor preservadas, possibilitando o impato e o reconhecimento que se esperava junto da população.
No final do dia houve um jantar convivio e a actuação do Grupo Coral.
Foi organizado pelo Gaia-Centro de Convergência e foi filmado, pelo que se aguarda o resultado!
Depoimentos recolhidos com o Dúlio e o Tiago, organizadores e com a Marianne e o Regis, voluntários de França.
A Igreja Matriz da Amareleja , cuja construção remonta à época de D. João III, no século XVI, hoje é reconhecida pela oliveira na fachada! Comparando com uma fotografia datada provavelmente dos anos 40 ou 50, estavam patentes os ornamentos que lhe conferiam dignidade e beleza compositiva.
Temos de proceder com cuidado! Atualmente a aplicação da cor, não foi precedida de um estudo fundamentado. Todos os edifícios merecem um estudo de colometria, sendo na visão de conjunto que se encontra a coerência capaz de conferir interesse cultural ao espaço edificado, que perfaz o espaço público. Nitidamente, perdeu-se algo com as sucessivas intervenções.
Clicar para ler a entrevista do cidadão Fernando Grade sobre a ação da domusmateR:
http://adefesadefaro.blogspot.com/2011/0
A defesa de Faro é o 3º blogue nacional + lido sobre defesa do património.
O átrio da Biblioteca Municipal Camões, na capital, perdeu a sua graça.
Como alternativa, podemos "apreciar" estas pinturas; uma deprimente tentativa de qualificação espacial.
Como gostava de rever o painel de azulejos a dar as boas vindas!!
Atenção que a tinta acrílica sobre a alvenaria de pedra, não é a escolha certa - como exemplo, há apenas três anos que foi aplicada!
Os exemplos são inúmeros, ao percorrer os centros históricos, apercebemo-nos de que a cal se tornou minoritária nas habitações, nas igrejas, nos edifícios do Estado, vindo a ser substituída por soluções incompatíveis com a perspiração das alvenarias, muitas vezes, em deterimento da imagem de valor, de cultura e de luz.
A cal, a tinta de silicato ou o barramento, são o tratamento adequado.
Durante um dia, o centro histórico de Cacela Velha, no concelho de V.R. Sto António, acolheu Caiar-te!, domusmateR e Adrip. Reunimos os amigos , as sensibilidades e os pincéis para uma ação de reabilitação cuidada. Com o pretexto da poesia e da cal, encontrámos momentos de partilha sincera para defender a nossa estória e a cultura viva!!
Num dia fabulosamente azul, acrescentámos uma camada de cal, ao branco daquele lugar.
As paredes do antigo cemitério de Cacela Velha agradeceram a música e o bom trato. Esta intervenção pretendeu ensinar a caiação e relembrar as suas vantagens, contou com a participação de ilustres participantes que contribuiram para o seu sucesso.
A todos os participantes, um grande OBRIGADO!
Em prol do branco autêntico.
Trocas de alto conhecimento cientifico! Uma aula aberta, no fresco da tarde.
http://adripcacela.blogspot.com/
A domusmateR foi convidada a integrar a organização.
São características dos edíficios de tipo urbano, popular e burguês a partir de finais do séc. XIX, as platibandas, cunhais, falsas pilastras e socos, pintados a uma ou duas cores. Com ou sem ornamentos estas permitem distinguir cada habitação e os seus proprietários e conferem no conjunto urbano, a riqueza e diversidade dos imaginários algarvios.
Fazendo a analogia entre a tartaruga e a lebre. A cal aérea na construção deve ser pacientemente preparada, só assim podemos vencer!!
Quando falamos de cal em pasta, falamos de cal aérea hidratada. É muito importante fazer a diferença, pois os negociantes de materiais, não se interessam pela perenidade das estruturas, pelo que devemos ser exigentes e verificar se o fabricante possui a declaração de conformidade à norma.
Cal aérea pode ser calcária ou dolomítica, compra-se em pedra, geralmente. Classifica-se em CL90, CL80 e CL70 para as calcárias e DL85 e DL 80 para as dolomíticas, consoante a sua composição.
Podemos ainda encontrar as cais hidraúlicas (HL), as cais hidraúlicas naturais(NHL), que tem a particularidade de secar em ambiente húmido. Nada tem a ver com as aéreas e vemos os maiores abusos de misturas, por isso a investigação é necessária! E ainda a evitar por completo, em situações de reabilitação: o cimento e a cal hidraúlica.
Os revestimentos com cimento não são adequados nos casos como este, de alvenarias de taipa.
A aldeia de Panóias aos poucos perde a sua unidade arquitetónica, juntamente com a sua singularidade, em prol de ?!
Explique-me quem puder, o cumprimento do R.G.E.U. não é desculpa, a responsabilidade deve recair nos técnicos e nos empreiteiros por estas perdas inestimáveis. Os proprietários merecem ser melhor informados.
Fachada de habitação popular do interior algarvio. São uma marca da região, como se justifica que tão pouca atenção mereçam?!
Seria desejável preservar estas tipologias para as gerações vindouras, constituem identidade e realçam as particularidades da cultura portuguesa!
Como proteger estas estruturas? Eu diria que habitando-as!
Por outro lado, informando os intervenientes sobre as boas práticas de reabiltação, é a missão a que se presta a DomusMateR.
São práticas que respeitam a tradição, que são acessíveis financeiramente e que conferem ao conjunto a mais valia de constituir património.
"A conservação dos revestimentos exteriores constituídos por cal é de grande importância para a estrutura edificada, não só devido à questão estética, como também pelo valor que eles representam para a história dos materiais e da tecnologia das construções, fazendo parte assim da imagem arquitétónica."
Introdução do artigo de Martha Lins Tavares e Mª do Rosário Veiga - A conservação de rebocos antigos - Restituir a coesão perdida atraves da consolidação com materiais tradicionais e sustentáveis
Diferentes artigos estão online, o programa chama-se Conservacal e estão disponíveis integralmente, obrigado ao L.N.E.C. e aos investigadores.
Edíficio apalaçado, património exemplar onde a cor pigmenta a cal.
Atenção: tratando-se de cantarias em pedra, é aconselhável colocar o material em valor, ver foto abaixo.
Um projeto Caiarte e DomusMateR
Venha aprender as técnicas da caiação e conhecer o nosso património!!
Inscrições: adrip.cacela@gmail.com
Muretes separativos de culturas/ de propriedade, presentes por todo o interior algarvio.
Aparelho misto constituído por pedra local, conhecida por grés de Silves.
Este encontra-se no percurso da ViaAlgarviana entre S. Bartolomeu de Messines e Silves.
Tornando a rua onde nasceu o poeta Cândido Guerreiro mais bonita e acolhedora, as caiadeiras estão motivadas na recuperAÇÃO de um eixo fundamental da aldeia de Alte.
A cal viva foi hidratada três dias antes de ser aplicada: procedeu-se com o preparado à caiação de seis fachadas utilizando cerca de 15 Kg de Cal Aérea, num total de 7.5 euros!
Para a extinção da cal deve empregar-se um recipiente de material não plástico. Para bons resultados, dever-se-á dar especial atenção na preparação do material, que nos casos de aplicação em rebocos deve estagiar por um periodo minimo de nove meses. Para obter um material de primeira, peça o apoio técnico da DomusmateR.
Será uma provocação?!! Infelizmente constata-se que a recuperação de edificado vernacular tanto dê para a mascarada como para a destruição total do seu génio. Porque desaparece a primazia que lhe está na origem?
Em resposta, opomo-nos veemente a este tipo de resultado.
Juntos pelo património , é possível!
Aos nossos pinceis para um dia com animações.
Domingo, Durante o dia 19 de Junho 2011
Local:Cacela Velha, concelho de Vila Real de Santo António
Divulgação de evento passado em Alte, na mesma otica:
Fotos do eventoDe Branco.
Como se pode ver, no processo de secagem, a cal aparenta transparências, o que acontece também nos momentos em que chove.
È uma característica particular e de singular efeito estético, pela sua profundidade.
Decorreu a 1ª Caiação coletiva numa aldeia do interior algarvio, celebrámos de maneira ativa o DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SITIOS no passado dia 18 de Abril. Ler a nota de imprensa no post seguinte.
Prontos para repetir DeBranco - DomusMateR , pela salvaguarda!!
OBRIGADO AOS Q
PARTICIPARAM!
A acção foi co-organizada pela DomusMater e Horta das Artes-associação de artes e culturas em colaboração com a Junta de Freguesia de Alte, que forneceu a pasta de cal, os pincéis e apoio.
embelezar as ruas da aldeia
divulgar, incentivar e sensibilizar para as vantagens e importância do uso da cal na preservação das casas, do conhecimento, do património edificado e do ambiente.
Provando que a caiação é uma solução económica que valoriza o conjunto, mantendo de branco uma aldeia do interior algarvio, considerada das mais belas de Portugal. A iniciativa contou com a participação de residentes da aldeia e do concelho de Loulé entre alguns forasteiros e foi acolhida com muito entusiasmo tanto pelos que participaram como pelos residentes e turistas que passavam nas ruas.
Muitas são as casas que precisam de ser caiadas e a tinta transforma irreparavelmente a paisagem urbana destes aglomerados típicos únicos.
Para alguns esta foi a primeira vez que tiveram oportunidade de aprender a caiar e foi para eles uma experiência muito positiva.
A Câmara Municipal de Loulé ofereceu o almoço e publicações sobre o património edificado presente no concelho a todos os participantes.
Obrigada a todos os participantes e colaboradores em especial o projeto Caiarte!
Abril chegou na doçura a que nos habitua a serra!
Propomos uma partilha em torno da ação comum que se apropria da urbe, revelando em potência, por um lado, o património, por outro a responsabilidade de restituir a soluções ancestrais o seu devido protagonismo.
Por isso é tempo de relembrar algumas vantagens da CAL!
A cal no seu processo de secagem, assimila CO2, contribuindo para a purificação do ar e para a saúde da habitação.
è ainda adaptada às alvenarias antigas que precisam de permabilidade e respiração, daí a importante premissa naquelas estruturas: Cimento Não!
Informações: domus.mater@sapo.pt
Celebrar os Centros Históricos pela renovação dos saberes, das texturas, do branco neste caso específico. Foi-nos indicado pela Câmara Municipal de Loulé que a aldeia histórica de Alte preserva o Branco! Confirma-se assim este evento que conta com o apoio da Junta de Freguesia.
Sejam bemaparecidos!
incrições: eventoinscricoes@gmail.com
Foi falado, escrito vezes sem conta, que o ano de 2011 traga a capacidade de levar avante os meios:
PELA REABILITAÇÃO!
OFICINA EMPREGO PASTA DE CAL
Um Fresco de boas vindas ao Centro e a protecção de uma parede de taipa existente
Caiações com pigmentos naturais na habitação da Maïa
Decorreu a primeira oficina da DomusMater no Centro Ambiental de Cabaços, Relíquias, Odemira.
Pudemos graças ao apoio do CAC e do animador Rui Ferreira, por em prática os conhecimentos para a aplicação da pasta de cal*.
Dois dias de estaleiro e de prova para a solução constructiva ecológica que seca em contacto com o dioxido de carbono, amiga do ambiente e durável.
Podemos concluir da importância de conservar viva esta técnica aplicando-a em revestimentos de alvenarias, enquanto reboco e enquanto tinta.
Para embelezar o parque de estacionamento do CAC, executámos um fresco com pigmentos naturais que poderá apreciar aquando de uma visita ao CAC!
Obrigada aos participantes pela sua determinação e simpatia!
Alvenaria de taipa - cobertura vegetal.
Aproveitar a massa térmica da terra para fazer um edificio autónomo>
Realiza-se a oficina de Outono da DomusMater no CAC.
Dois dias - Introdução à execução de rebocos à base de pasta de cal.
Receituário antigo
Reabilitação ecológica
Local: Cabaços>Vale Ferro>Relíquias
Odemira – Portugal
Trazer saco cama e boa disposição!
Para confirmar inscrição> Basta pedir o NIB Centro Ambiental de Cabaços, 12 capitães/pessoa.
Tlm:962 457 859
27 e 28 de Novembro das 10h às 20h00 no Centro Ambiental de Cabaços - Odemira.
Inscrições até 25 de Novembro.
Inclui a aprendizagem, alojamento e alimentação.
Custo: 25 adobes. Informações : tlm. 962 457 859 / email: domus.mater@sapo.pt
Programa Oficina:
“O emprego da Cal”
DIA1
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10h00- 11h15 |
Café + Apresentação Oficina , Participantes |
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11h30 –13h30 |
Aula Teórica Parte I |
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14h00 – 15h00 |
Almoço |
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15h30 – 17h00 |
Preparação Rebocos , Mural e Grupos |
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19h00 – 20h30 |
Aula Teórica - Parte II |
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21h00 |
Jantar |
DIA 2
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10h00- 13h00 |
Pratica - 3 exercícios |
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13h30 –14h30 |
Almoço |
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15h00 – 17h00 |
Pratica |
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17h00-18h00 |
Pausa - Conclusões Oficina |
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18h00 – 20h00 |
Finalização exercícios |
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21h00 |
Jantar |
Objectivos específicos:
Reconhecer as vantagens da pasta de cal na construção civil
Sensibilizar para a utilização da pasta de cal nos edifícios e aprender as suas aplicações
Aprender a iniciação à técnica do fresco
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